Nerd pobre custa caro.

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Ter um hobby faz bem para a saúde mental e torna a vida, individual e social, mais fácil, no cotidiano das pessoas. Requer paciência, uma certa dedicação e cuidados com a organização. Não importa qual seja, feliz é aquele que possui um. Infeliz aquele que não tem nenhum. Mas e aquele que possui vários?

A balança do poder de compra x hobbies é cada vez mais desfavorável e ingrata, especialmente no caso dos colecionadores de figuras e estátuas, mas não só por causa de suas coleções de “hominhos”. A prateleira ou o expositor, para muitos, é a ponta do iceberg. O resultado de outros gostos e hábitos, que fomentaram a vontade de ter os personagens favoritos em suas versões “palpáveis”.

Quem coleciona super-heróis certamente é ou foi leitor de HQs. Mesmo com a queda na qualidade dos enredos atuais, aqueles arcos do passado ficaram na memória e são explorados pelas editoras, em suas versões deluxe, encadernadas, com capa dura, com composição de imagem na lombada e com vários números. Qualquer uma dessas belíssimas e nostálgicas coleções (e hoje são no mínimo 3 em andamento), significa um investimento totalizado em no mínimo R$ 1.000,00.

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downloadO mesmo fulano, o qual assim como eu gosta de quadrinhos, não pode deixar de assistir no cinema os filmes daqueles personagens fantásticos, e não estou mencionando apenas um certo quarteto. Cada saidinha dessas, acompanhado da minha inseparável patroa sidekick (http://www.toyquest.com.br/patroa-sidekick/), incluindo 2 ingressos, taxa de conveniência de compra em casa, estacionamento, combustível, pipoca e eventual “comilança”, não sai por menos de R$ 100,00, na salinha regular. Naquelas ultra, mega, blaster, híper e fodásticas, com poltrona enorme e pipoca com azeite e alho, o investimento praticamente dobra.

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Não satisfeito em comprar o encadernado e ir no cinema, depois de algum tempo, o personagem, originado dos quadrinhos, o qual fui assistir no cinema, também tem seu filme na versão doméstica, extendida, com extras e o car@#@!#@ a quatro. Como sou trouxa, às vezes compro essa e depois, num futuro pouco distante, o box que vem esse e outros que já tenho, porque faltava apenas um na coleção.

Não o bastante, atualmente temos as séries, com os personagens oriundos dos gibis, em várias temporadas, empurrando-nos a assinatura de canais fechados e, posteriormente, a compra das versões físicas, para assistir quando quisermos. São dezenas, todas simultâneas, dificultando também a organização do tempo. O mesmo vale para os games e suas continuações, os quais regularmente migram para o cinema.

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Voltando ao caso dos super-heróis nas prateleiras, há a versão comics (vários desenhistas), a versão do filme (às vezes mais de um), a versão da série, a versão de animação e, muitas vezes, as alternativas, do tipo noir, multiverso e outras.

Crise maior é administrar todos esses hobbies simultâneos. Fazendo uma conta rápida, para uma modesta previsão de 30 dias:

– 2 encadernados:~R$ 40,00;

– 1 ida ao cinema:~R$ 100,00;

– 2 figuras novas, na escala standart:~R$600,00;

– 2 blu-rays:~R$ 60,00.

Total: R$ 800,00!!!!

Em 1 ano, R$ 9.600,00!!!

Em 10 anos, R$ 96.000,00!!!!!!!!!!!!!

Esconda esse texto da patroa, faça de conta que é só isso e reflita, esquecendo um pouco das variáveis não controláveis de mercado: Sou eu que ganho pouco ou sou eu quem custa caro?

Ah! Se houvesse demanda para homens que rodam a bolsinha…

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Alessandro Venturelli

Criatura mutante da era atômica que usa crocs com meia.

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